sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

POR QUE CAIM MATOU ABEL?






Existem algumas passagens bíblicas que precisam de uma investigação mais apurada. Como a maioria dos cristãos não consegue entender o que lêem acabam aceitando, sem muita exigência, as interpretações feitas pelos os seus líderes espirituais. A maioria deles (cristãos) é composta de analfabetos ou tem pouca escolaridade. Muitos andam com a Bíblia debaixo do braço (principalmente os evangélicos) como um símbolo, não como uma fonte de leitura onde a complexidade de vocabulário e estrutura de pensamento foge do cotidiano da maioria dessas pessoas. Mas, mesmo assim, vamos tentar procurar o motivo do assassinato de Abel pelo seu irmão, Caim. Acompanhe o que segue abaixo e não deixe de ter uma Bíblia na mão, pois você vai precisar consultá-la.
Os dois primeiro filhos de Adão e Eva foram Caim (o primeiro), e Abel, (o segundo). Aquele era pastor de ovelhas e este, lavrador da terra. Caim, para agradar ao Senhor, trouxe do fruto da terra uma oferta. Nesse caso, imaginamos que ele quis oferecer ao Senhor alimentos produzidos pela terra como frutas, verduras, etc. Só que Abel trouxe animais (ovelhas) que deixou o Senhor muito mais satisfeito do que com as ofertas dadas por Caim. (Leia Gn 4:4 -5)
A preferência do Senhor pela a oferta de Abel deixou Caim muito revoltado. A reação provocada pela escolha do Senhor em relação à oferta dos dois irmãos foi desproporcional a questão. Caim tomado pelo ódio matou Abel. Esse foi o primeiro crime, segundo a Bíblia, registrado na história da humanidade. O que levou Caim a tomar essa atitude tão drástica? Esse crime poderia ser evitado? Abel sabia de alguma informação em relação à oferta que agradava mais ao Senhor que Caim não conhecia?
Lendo essa passagem bíblica encontrei a resposta mais plausível, em minha opinião, para responder esses questionamentos. A resposta está em Gênesis 8:20-21. Veja: “E edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo animal limpo e de toda ave limpa e ofereceu holocaustos sobre o altar. E o Senhor cheirou o suave cheiro e disse o Senhor em seu coração: não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo vivente, como fiz. Javé adorava o cheiro de carne queimada. Para ele a carne queimada exalava um cheiro muito gostoso. É bem provável que o motivo do Senhor ter preferido a oferta de Abel, a Caim esteja relacionada com esse paladar e/ou olfato estranho de Javé. Veja que essa maneira de agradar ao Senhor é encontrada em outras passagens bíblicas (Lv 1:5; 23:12-18). O que eu não consigo entender é como um deus tem um comportamento estranho desse, ou seja, gostar do cheiro de carne queimada. É algo muito bizarro. E o mais estranho ainda é as pessoas acharem esse tipo de comportamento normal e compreensível. Eu, hein!

O erro de Caim foi não saber que o Senhor era carnívoro e não vegetariano. Talvez Abel tivesse essa informação privilegiada. Por ter assassinado seu irmão, Caim foi condenado a viver como um fugitivo e errante pela terra e para minimizar a má sorte do condenado o Senhor determina que qualquer um que matasse Caim sete vezes seria castigado e colocou um sinal (ninguém sabe qual) nele
para quem o encontrasse não o ferisse.

Mas o interessante que alguns versículos mais a frente, Caim conhece a sua mulher (ninguém sabe o seu nome e de onde ela surgiu) e dessa relação surge um filho, chamado Enoque e, além disso, ele (Caim) constrói uma cidade que recebe o nome do seu filho. O Caim era bastante eficiente: construiu uma cidade sozinho? Eu pensei que ele tivesse sido condenado a viver como um hippe pelo meio do mundo. Vai ver que quem mudou o destino de Caim foi a mulher (sem nome). Essas mulheres!

Falando em animais, holocaustos, veio-me a cabeça uma questão: quando Noé colocou os animais e as aves dentro da Arca não foi um par, ou seja, um macho e uma fêmea limpos? Como esses animais sobreviveram se Noé ofereceu ao Senhor um animal de cada espécie em holocaustos ao Senhor? Pelo que sei a maioria dos animais que estavam na Arca só conseguem se reproduzir através de uma relação sexuada, ou seja, uma relação com o sexo oposto. Se Noé queimou para o Senhor um animal de cada espécie, como os outros que ficaram vivos conseguiram se reproduzir? (Confira essa passagem em Gn 8:20 ).
Mais uma vez, os relatos bíblicos diante de um olhar mais acurado não têm consistência nenhuma. Acredita-se neles por convicções religiosas onde a fé não exige evidências das narrativas bíblicas. A religião tem como componente fundamental o ilusionismo, ou seja, o que as pessoas lêem não está relacionado à verdade, mas ao desejo de ver os seus pensamentos concretizados como a verdade procurada por todas as pessoas.



NÃO SOBERAM FAZER PIOLHOS

Outro dia estava eu sem fazer absolutamente nada, na minha casa, o tédio querendo me atacar, mas de repente me veio à cabeça uma recomendação de um amigo para ler a Bíblia nesses momentos de ociosidade, pois esse gesto me ajudaria a clarear as minhas idéias e entender o significado da vida. Foi o que fiz. Comecei lendo o primeiro livro do Pentateuco, ou seja, Gênesis e encontrei algumas coisas interessantes para serem comentadas. Entrei no segundo livro, Êxodo. É nesse livro que começa essa pequena história e é mais ou menos assim: o povo hebreu vivia em cativeiro no Egito e Deus resolve libertá-los depois de mais de 400 anos como escravos. Ele convoca Moisés e Arão (seu irmão) para essa missão diplomática. O primeiro já se encontrava com 80 anos e o segundo com 83 anos. Moisés fica meio receoso e diz que não tem argumentos para essa árdua tarefa, mas Deus o convence. Eles dois seriam os representantes do povo hebreu diante do Império egípcio que era representado por “Faraó” (não se sabe o seu nome nem a disnatia da qual pertencia). Arão falava tudo que Moisés mandava e este recebia as instruções do Senhor.
Deus, como é onisciente, já sabia como essa história iria acabar, mas mesmo assim, não poupa os dois diplomatas dessa hilariante missão (para Ele) já que Ele possui vários sentimentos humanos e quisesse se divertir um pouco. Enviados diante de “Faraó” (os crentes falam Faraó como se fosse nome próprio e não o título que o governante do Egito Antigo recebia) os dois diplomatas fizeram do jeitinho que Deus ensinou: pediram para o soberano egípcio que libertasse o povo hebreu do cativeiro, mas como “Faraó” ficou irredutível Moisés pede que Arão pegue sua vara (esse nome, hoje, tem outro sentido) e a jogue no chão. A vara se transforma numa serpente. O que era um sinal ou maravilha para Moisés e Arão se tornou algo insignificante para “Faraó”. Ele chamou seus magos e encantadores para provar isso. Depois de alguns minutos os Mister M de “Faraó” fizeram o mesmo. Jogaram uma vara no chão e a mesma se transformou numa serpente. Só que a serpente dos dois diplomatas hebreus engoliu a serpente dos ilusionistas egípcios. (Vai ver que a primeira serpente estava mais faminta que a segunda).
Moisés e Arão são “convidados” a saírem da presença de “Faraó”, mas O Senhor insiste e faz com que os dois diplomatas voltem a falar com o insensato dirigente egípcio agora com mais uma carta na manga, ou melhor, na vara. A ameaça agora foi transformar as águas do Nilo em sangue (a primeira praga do Egito). Faraó subestimou essa investida dos diplomatas hebreus. Não deu outra. Seguindo as instruções do Senhor, Arão tocou as águas do Nilo e o mesmo se tornou um rio de sangue. “Faraó” não se surpreendeu com o ocorrido e pediu que seus magos e encantadores fizessem o mesmo e eles também conseguiram transformar as águas do Nilo em sangue. (Só não consigo entender de onde veio tanto sangue, pois quando os Mister M de Faraó tocaram as águas do Nilo elas estavam transformadas em sangue). Mais tudo bem. Vamos em frente! Quem ficou surpreso foram os diplomatas hebreus e mais uma vez foram convidados a saírem da presença de “Faraó”, pois o mesmo já estava de saco cheio deles dois.
Moisés e Arão chegam diante do Senhor decepcionados por não convencer “Faraó” deixar os hebreus irem embora. Mas Deus estimula-os novamente. Os dois voltam para ficarem diante de “Faraó”. Só que desta vez com uma surpresinha desafiadora para os magos e encantadores egípcios. Diante da recusa de “Faraó” de libertar os hebreus do cativeiro, os enviados do Senhor colocaram em ação a praga das rãs (segunda praga) onde milhares de rãs invadiram todo o território egípcio. Era rã por toda parte, nas casas, ruas, templos, palácios, pirâmides, bibliotecas, centros astronômicos, um verdadeiro inferno. Mas “Faraó” não ficou surpreso com essa mágica. Novamente, ordenou que os seus magos e encantadores mostrassem que aquilo não era nada de mais! E assim foi feito. Os Mister M de Faraó também fizeram surgir milhares de rãs por todo o território egípcio. Moisés e Arão olharam um para o outro e não acreditaram. “Faraó” tirou a maior zona com os dois! Pela segunda vez, os diplomatas hebreus se sentiram arrasados. Diante de tanto constrangimento, O Senhor resolveu acabar com as chacotas que Faraó e seus ilusionistas tiravam com Moisés e Arão.
O Senhor foi contundente com Moisés e Arão: vamos acabar com essa brincadeira de mau gosto. Vocês vão voltar e pedir mais uma vez a “Faraó” que deixe meu povo livre e se ele não permitir toca com a vara o pó da terra e ele vai se transformar em piolhos. E partiram os diplomatas hebreus e mais uma vez Faraó nega a liberdade para o povo de Israel. Daí Moisés e Arão colocam em prática a praga dos piolhos (terceira praga). Tocaram a vara no pó da terra e ele se transformou em piolhos que atacaram não só os egípcios, mas também o gado. Os magos e encantadores egípcios tentaram fazer piolhos também, mas não conseguiram. Esse truque eles ainda não haviam aprendido. “Faraó” ficou arretado. Não conseguia entender como os seus mágicos transformaram uma vara numa cobra, a água do Nilo em sangue, fazer aparecer rãs do nada e não souberam fazer piolhos? O inconformismo de “Faraó” era evidente, no entanto, ele não se dobrou diante de Moisés e Arão expulsando-os novamente. Os diplomatas hebreus saíram rindo à toa dizendo: Quem ri por último ri melhor! “Faraó” começou a perder a guerra diplomática por não repetir a mágica do aparecimento de piolhos. Quem pagou o pato foram os magos e encantadores que foram ameaçados pelo fantasma do desemprego (por justa causa e sem direito ao seguro desemprego).
Mesmo sem o apoio dos seus ilusionistas, Faraó não se abateu e continuou implacável e irredutível na questão dos hebreus. Ele ainda agüentou outras investidas do Senhor em forma de pragas como: praga das moscas (quarta praga), praga da peste nos animais (quinta praga: gado, cavalo, jumentos, camelos, bois e ovelhas onde todo o gado dos egípcios morreu), praga das úlceras (sexta praga) que atingiu os homens e o gado (de onde surgiram esses gados? Eles não morreram pela praga da peste nos animais?), a praga das saraivas (sétima praga), praga dos gafanhotos (oitava praga), a praga das trevas (nona praga) e por último, a praga da morte dos primogênitos (décima praga). Essa última praga mostra claramente como o deus dos Hebreus era um hábil infanticida. Foram mortos todos os primogênitos do Egito incluindo aí não só dos humanos, entre eles o filho do faraó e da escrava (?), mas também dos animais.
A insensatez do deus dos Hebreus é evidente. Assemelha-se a mente de um psicopata ou um assassino em série. O menos culpado nessa história toda foi “Faraó”. A sua maneira irredutível de agir não era algo que fazia parte da sua personalidade e sim algo que teve a interferência do próprio Deus. Leia Ex. 7:3; 7:13; 9:12; 10:1; 10:20; 10:27; 11:10; 14:4; 14:8; 14:17. No versículo (7:3) o que ele chama de sinais e maravilhas representaram a dor para o povo egípcio sem contar com o sofrimento causado aos animais porque eles não tinham nada a ver com essa questão política. Pelo contrario, os animais serviam para a pratica do holocausto que tanto agradava o Senhor (veja em Gn 4:4; 8:20-21; 15:9-10; Lv 1:5-6; 23: 12-18 e várias outras passagens bíblicas). Para o deus dos Hebreus o odor de carne queimada tinha um suave cheiro! (Um deus que tem um gosto desse é algo muito estranho, não é? Isso só vem provar a sua insanidade). O deus dos Hebreus poderia evitar toda essa tragédia principalmente, a morte das crianças já que Ele é onipotente. Se tivesse de matar alguém, que fosse o próprio “Faraó”. Era mais prático e inteligente. Além disso, com as pragas, o deus dos Hebreus deve ter causado um gigantesco desequilíbrio ecológico entre os animais utilizados na contenda entre Ele e “Faraó” como rãs, gafanhotos, moscas, gado e os piolhos: as estrelas da festa. Será que ainda tem piolhos desse tempo pelas cabeças dos egípcios hoje em dia? Quem encontrar um deles vai ficar rico e famoso, pois foram eles os responsáveis pela desmoralização de “Faraó” e a reputação dos magos e encantadores do Egito Antigo.
Ainda bem que essa pequena história não é verdadeira, pois a mesma faz parte do conjunto de lendas e mitos do povo hebreu. Quando analisada a luz da ciência histórica, não há evidências da veracidade dessas narrativas. Na historiografia egípcia não é encontrado nada em todo o processo histórico que construiu aquela nação que esteja de acordo com as narrativas bíblicas. Nada que fale de Moisés, Arão, gafanhotos, moscas, rãs, pestes, escuridão por três dias, morte de primogênitos, o afogamento de “Faraó” (sem nome e sem disnatia) no Mar Vermelho. Enfim, essas narrativas são fruto da imaginação religiosa dos antigos hebreus e que conseguiu chegar até nós, aqui nos trópicos abaixo da Linha do Equador, pelos valores ideológicos dos nossos colonizadores europeus.
E o que é mais interessante nisso tudo é que em pleno século XXI há pessoas que acreditam nessa lenda como se a mesma fosse verídica. A s pessoas acreditam mais nelas do que na história construída por elas mesmas, ou seja, na história baseada em fatos reais, comprovadas pela ciência histórica. Talvez a culpa de isso acontecer seja do próprio sistema educacional do nosso país, porque não se prioriza o ensino da História como ele deveria ser, ou seja, uma ciência que tem como missão principal quebrar valores ideológicos, políticos e sociais, principalmente aqueles que atentam contra a moral e a racionalidade humana.

O MUNDO VAI ACABAR?

Toda virada de século, essa frase que intitula esse artigo vem à tona de forma afirmativa pelos adeptos da escatologia. Outro dia vi e ouvi um pastor de uma igreja evangélica afirmar de maneira bastante contundente que realmente isso iria acontecer. Era o fim dos tempos. Os “sinais” já eram bastante claros. Essa afirmativa era baseada nos fenômenos naturais que causaram catástrofes recentemente no Brasil e por vários pontos do nosso planeta, ou seja, enchentes, furações, tsunamis, deslizamento de terras, o aquecimento global e, principalmente, o terremoto que atingiu o Haiti vitimando mais de 200 mil pessoas, sem contar com os feridos, crianças órfãs e mutilados. O pastor foi categórico quando afirmou que a humanidade, a vida e o planeta Terra estariam com os dias contados!
Acho que esse pastor não leu a Bíblia como deveria! Segundo algumas passagens do livro mais conhecido no mundo (de acordo com os religiosos cristãos) isso nunca vai acontecer. É só ler “a palavra de Deus” (coisa que pouca gente faz) e constatar. Faça um sacrifício e leia: Dt 4:40; Sl 37:29;78:69; 104:5; Ec 1:4. Todos esses capítulos e versículos dizem que a Terra existirá para sempre. Agora, uma pergunta: se o mundo vai acabar, por que eles (os pastores) pedem tanto dinheiro para os fiéis (a maioria composta de pobres) alegando que vão construir templos (até mesmo em outros países), creches, chácaras para reabilitação de drogados, fazendas, comprar redes de televisão, manter programas de televisão, financiar viagens para evangelizar, comprar terrenos, casas, prédios, carros, aviões (jatinho particular)? Esses pastores só faltam dizer aos fieis que pedem dinheiro para construir a Arca de Noé II, protótipo espacial que será construído pela NASA e quem contribuir com mais dinheiro terá direito a entrar na nave e ajudar a colonizar outros planetas pelo universo afora!
Esses pastores e as pessoas que acreditam neles, talvez nunca estudaram um pouco de Geografia e História. A humanidade sempre presenciou catástrofes em toda a sua trajetória onde pereceram milhares e milhares de pessoas em todas as partes do nosso planeta. A história registra dezenas desses fenômenos (que para os cristãos é resultado da interferência de Satanás ou de Deus) como vulcanismo, terremotos, tsunamis, epidemias, furacões, enchentes, guerras (o século XX, por exemplo, não permitiu que a paz fosse semeada entre os países durante esse período). O terremoto que infelizmente atingiu o Haiti pode ocorrer em qualquer parte do mundo. Não há como impedir um fenômeno natural dessa magnitude. Isso é algo que foge da condição humana. É claro que, existem lugares que são mais vulneráveis do que outros. Países que se encontram localizados nas extremidades das placas tectônicas e aqueles que estão sobre falhas geológicas estão mais propensos a sofrerem catástrofes iguais ou maiores a que ocorreu no Haiti. Há quem diga que o Brasil é um país abençoado por Deus porque não tem terremotos. Pessoas que pensam assim estão enganadas. Ocorrem vários abalos sísmicos todos os dias no nosso país. Só que, na maioria das vezes, de pequenas intensidades que a população não consegue senti-los. A probabilidade de ocorrer um terremoto no Brasil nas mesmas dimensões da que ocorreu no Haiti é mínima porque o nosso país está localizado no meio da placa tectônica sul-americana, mas não é uma possibilidade totalmente descartável!
Talvez Os fatalistas (evangélicos fundamentalistas) estejam baseados em outras passagens bíblicas como, por exemplo: Sl 102: 25-26; Is 65:17; Mt 5:18-24-35; Mc 13:31; Lc 21:33; Ap 21:1 e tantos outros que afirmam que a Terra será destruída. Com isso tentam controlar as mentes das pessoas através do medo. Mas, e daí? Onde está o problema de o nosso planeta deixar de existir? Todos os dias nascem e morrem milhares de Sistemas semelhantes ao nosso no Universo! Por que a Terra não pode ter o mesmo destino que os outros astros que o compõem? O Sol é uma entre milhões de estrelas que existem na Via Láctea (nossa galáxia) e como tal vai morrer, mas antes disso acontecer, o Sol aumentará seu tamanho e a Terra e outros astros do nosso sistema serão engolidos por ele antes de explodir.
A vida (como a conhecemos) e o nosso planeta deixando de existir não vão fazer falta nenhuma ao Universo. Ele continuará existindo sem culpa nenhuma obedecendo as suas leis e servindo de um grande ventre para bilhões de outras galáxias que, provavelmente, são berços de sistemas planetários iguais ao nosso onde a vida também conseguiu se desenvolver. Pregar o fim do mundo é uma velha tática das religiões para engrossarem suas fileiras. É através do terror e do medo que se consegue controlar corações e mentes. Chega de pregar o fim do mundo, ser contra a morte porque ela é necessária, pois sem a qual a vida não teria sentido. Seja inteligente, Carpi Dien!